domingo, 22 de janeiro de 2012

Francisco Goya (1746-1828)

ESCULTURA ROMÂNICA


A escultura românica serviu única e exclusivamente a Igreja, sendo utilizada, juntamente com a pintura (á qual esteve sempre ligada), para decorá-las e transmitir os seus ensinamentos aos fiéis, numa época em que a grande maioria da população era analfabeta. Procurava transmitir uma mensagem de eternidade, solenidade, majestade e distanciamento, em relação aos fiéis, persuadindo-os a levarem uma vida simples e afastada dos pecados mortais.
Revelou, desde a arte paleocristã, uma nova expressão formal assim como uma regressão técnica, que se justificava pela valorização da mensagem em detrimento da perícia técnica.

RELEVO
Foi largamente usado para comunicar valores religiosos aos fiéis, contendo implicitamente uma mensagem narrativo-pedagógica e com o fim de orientar a conduta moral dos cristãos: as obras de arte têm pleno direito de existir, pois o seu fim não era ser adoradas pelos fiéis, mas ensinar os ignorantes. O que os doutores podem ler com a sua inteligência nos livros, o vêem os ignorantes com os seus olhos nos quadros e nos relevos - palavras do Papa Gregório Magno (540-604). Os materiais empregues na sua realização foram a pedra, o metal e o marfim. A figura humana era pouco modelada, encontrava-se sempre de frente, possuía pouco realismo anatómico, notado pela desproporção das partes constituintes do corpo humano e uma posição e gestos formais muito rígidos; na composição as personagens eram colocadas em simetria ou em alinhamento rítmico feito pela isocefalia (colocação à mesma altura das cabeças das figuras) e as cenas eram tratadas em poucos planos, sem perspectiva; a temática era essencialmente religiosa, entre o alegórico e o simbólico, relatando histórias bíblicas e cenas da vida do quotidiano. Esta iconografia ocupava locais como colunas, cornijas, cachorradas, frisos, gárgulas, pias baptismais, altares, arcadas de claustros, mas centravam-se principalmente nos capitéis e nos portais; os capitéis tanto eram decorados com relevos (vegetalistas, animalistas, geométricos, etc.) na frente ou apenas num dos lados, como apresentavam um capitel historiado, que relatava em cada uma das faces uma história sequencial (como por exemplo a do ciclo pascal); o medo dos poderes demoníacos e do fim do mundo era tão real quanto a religiosidade nesta época, por isso também outros temas eram explorados nos capitéis, gárgulas e cachorradas: mitos pagãos, cenas do imaginário popular com figuras animalistas (macacos, tigres, grifos, demónios, etc.) ou figuras míticas (com duas cabeças, etc.) ou cenas do bestiário fabuloso (figuras grotescas, bestas); o portal, principal elemento do templo românico, representava o acesso à casa de Deus, ao Paraíso, à protecção e uma lição à espiritualidade, o que explica a especificidade dos temas e da concentração decorativa que apresenta - o tímpano que o encima é o elemento com mais profusão decorativa e apresenta um carácter religioso, pedagógico e estético (o meio era ocupado por Cristo sentado no trono, envolto pela mandorla ou amêndoa mística; à sua volta estão as outras personagens, decrescendo de importância; os portais laterais são decorados com o tema do Agnus Dei (cordeiro de Cristo) e com episódios da vida de santos, circundados por elementos vegetalistas nas arquivoltas; abaixo do tímpano aparece o lintel decorado com figuras da Igreja. Estes relevos utilizavam a técnica do desbate, caracterizado pela pouca profundidade do talhe e pela modelagem naturalista, pormenorizada e expressiva. Eram ainda coloridos dominando o azul (Paraíso), o vermelho (Inferno) e o dourado, o que conferia uma grande vivacidade e maior sentido ilusório que, combinado com a força e ordem da mensagem, facilmente entrava no espírito de todo o cristão.

ESTATUÁRIA

A estatuária ou imagens de vulto redondo, nomeadamente as Virgens românicas, possuíam características semelhantes ás dos relevos, mas apresentavam um cariz mais popular; eram objectos de veneração, concebidos em composições simples e esquemáticas. As figuras eram muito hieráticas, quer na posição quer nos gestos e eram concebidas em função do plano mural onde estavam encostadas; utilizaram materiais como metal precioso, madeira, gesso e pedra estucada e posteriormente policromadas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Romantismo - arquitectura, música, pintura, escultura e literatura (em...

PALÁCIO DA PENA


O Palácio da Pena é expressão da arquitectura e do espírito romântico, devido aos seguintes aspectos e características:

Iniciativa e sensibilidade estética do encomendador:
• aquisição, por parte de D. Fernando de Saxe-Coburgo (1818-1885), marido da rainha D. Maria II, de um antigo mosteiro, para a construção de uma residência-palácio de Verão ao gosto romântico;
• escolha de um local no topo da Serra de Sintra, com vista privilegiada sobre toda a natureza envolvente;
• o encomendador, D. Fernando, era um romântico por natureza.

Exotismos e revivalismos presentes na estrutura:
• ecletismo arquitectónico, concretizado numa profusão de estilos: neogótico, neomanuelino, neomourisco, neo- -indiano (mistura intencional da mentalidade romântica, que dedicava invulgar fascínio ao exotismo);
• neomourisco, nos contrafortes exteriores, nos arcos e nas cúpulas;
• neogótico, na torre do relógio;
• neomanuelino, na decoração do claustro do antigo convento e na janela que constitui uma réplica da janela manuelina do Convento de Cristo, em Tomar.

Elementos decorativos exteriores:
• bow-window (janela saliente), ladeada por duas torres de sugestão medieval;
• pórtico alegórico da criação do mundo, encimado por um tritão (representação manuelina – temas marítimos – e exótica);
• baluarte cilíndrico de grande porte, encimado por uma cúpula;
• cúpulas orientalizantes.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ARTE PRÉ-ROMÂNICA

Arte Paleocristã

- A Arte Paleocristã foi o conjunto de manifestações artísticas dos primeiros cristãos, que decorreram aproximadamente entre o ano 200 e o séc. VI da Era Cristã, correspondendo ao período de expansão do Cristianismo;
- A extraordinária dispersão geográfica desta arte forneceu-lhe uma grande diversidade regional, mas, no entanto, não impediu a subsistência de traços estruturais comuns:
• a utilização dos modelos estilísticos da Roma clássica;
• o uso de novas formas técnicas e estéticas oriundas das zonas periféricas do império, sobretudo das províncias do Oriente;
• e a subordinação a um novo espírito e a uma nova temática: a do Cristianismo que impôs uma iconografia retirada das Sagradas Escrituras e um sentido doutrinal e pastoral às artes decorativas.
- Na arquitectura, a grande preocupação foi a procura de uma tipologia para o templo cristão, que adoptaria duas funções: ser a morada de Deus e recinto de culto e um local de encontro e reunião da comunidade dos fiéis, impondo assim novas exigências funcionais e de espaço;
- As primeiras igrejas da arte paleocristã obedeceram dois modelos principais: o de planta basilical, em cruz latina, com três ou cinco naves separadas por arcadas e/ou colunatas e cobertas por tectos de armação de madeira; e o de planta centrada, de influência helenística e oriental, com formas circulares, octogonais ou em cruz grega, e coberturas em cúpula e meias cúpulas. Em ambos os modelos sobressai a preocupação em destacar as linhas cruciformes (em forma de cruz), cuja simbologia se havia já começado a definir;
- Os batistérios (edifícios sagrados destinados à celebração do batismo), tal como os mausoléus (túmulos), adotaram a planta centrada, com uma das portas orientada a leste e outra a poente, com enormes cúpulas sobre a sala central;

- As primitivas igrejas cristãs eram exteriormente pobres e muito austeras e interiormente possuíam uma decoração pictórica, a fresco ou em mosaicos, de belas e vivas cores. O seu modelo mais característico foi o de planta basilical de três naves, que só se impôs como dominante a partir do séc. V, no Ocidente, influenciando toda a evolução artística seguinte, até ao Românico.


Arte Bizantina

- A cidade de Bizâncio (ex- Constantinopla), fundada por Constantino, tornou-se, nos primeiros séculos da Era Cristã, o centro de uma nova cultura, ao mesmo tempo que Roma sucumbia;
- Esta nova cultura, a Bizantina foi protagonista de um esplendor que teve origem no universo estilístico do Oriente. Foi aqui que se fundiram as correntes de pensamento do helenismo, do judaísmo e do cristianismo;
- A Arte Bizantina, herdeira de um passado rico, sintetizou as fontes estético-artísticas do Egipto;
- A arquitectura, tal como na arte Paleocristã, teve um lugar de destaque. Foi herdeira do arco, da abóbada e da cúpula, do plano centrado, de forma quadrada ou em cruz grega, com cúpula central e absides laterais; misturou assim estes elementos construtivos da arte romana com o clima místico das construções orientais;
- As construções, exteriormente, possuíam volumes irregulares que conferiam aos edifícios uma maior originalidade, e, interiormente, eram decoradas com mosaicos, pinturas a fresco, azulejos e colunas de inspiração grega e romana, embora um pouco modificadas;
- Foi no reinado de Justiniano, no séc. VI, que se definiu com grande clareza o estilo bizantino;
- Após um período conturbado (invasões, lutas internas), Bizâncio voltou a adquirir nova fase de magnificência, sob a dinastia macedónia. A arquitectura tornou-se mais complexa e abandonou a construção de cúpulas sobre pendentes, passando a edifica-las sobre um tambor cilíndrico. Devido aos problemas técnicos resultantes desta alteração, reduziram-se as suas dimensões, cobrindo-se as restantes áreas com abóbada de berço. A cúpula continuou mesmo assim a ser o sistema de cobertura preferido, sendo empregue em igrejas de planta em cruz grega.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

MUSEU VIRTUAL

O maior museu virtual do mundo, com 5 mil artistas e mais de 100 mil obras

Site:
http://www.mystudios.com/artgallery/

domingo, 8 de janeiro de 2012

S. BERNARDO DE CLARAVAL



Monge místico da Ordem beneditina de Cister, foi o fundador do mosteiro de Clairvaux (Claraval), na fronteira entre a Borgonha e a Champagne, França, e o membro da Igreja mais influente do seu tempo.
Reagindo contra o monaquismo da época, São Bernardo rejeitava o mundo profano, desconfiava da beleza exterior, defendia uma religiosidade fundada na contemplação da beleza da alma, preconizava uma inteligência feita de amor, mais do que de erudição, e criticava a excessiva
riqueza da maioria das comunidades monacais, censurando a ostentação do clero e dos templos e o excesso de rituais. No caso concreto da Ordem beneditina de Cluny, reprovava nos monges o seu amor pelos prazeres terrenos, designadamente pela forma como cultivavam a iconografia patente nos frescos, nos tímpanos e nos capitéis. Por isso, actualizou a antiga condenação das aparências do mundo preconizada por São Bento. Defendendo a humildade e o desprendimento em relação aosbens materiais, bem como a ideia de que a arquitectura religiosa devia reflectir simplicidade e abnegação, impôs um programa «estético» que recusava o excesso nas decorações escultóricas nos conventos, mosteiros e nas igrejas, sustentando a austeridade dos paramentos e dos altares; que privilegiava a recta e o plano em detrimento da curva, supostamente sensual; que impunha a sobriedade do conjunto, sem interferência de peças escultóricas fora do contexto para evitar a dispersão da atenção dos fiéis, a simplicidade e a depuração arquitectónica (nos capitéis, arcos, molduras e frisos) como características dominantes.
A «reforma cisterciense» de São Bernardo preconizou, assim, uma arte quase iconoclasta.
Nos mosteiros que a sua Ordem construiu por toda a Europa está presente uma sobriedade extrema e a exclusão de todo o supérfluo decorativo ou opulência arquitectónica. A interdição da cor significou o desaparecimento dos frescos, e a predominância da pedra à vista em paredes,
pavimentos, portais e janelas, contribuiu para o pretendido ambiente de despojamento, austeridade e severidade.

A 1ª EXPOSIÇÃO UNIVERSAL



Lançadas na segunda metade do século XIX, as exposições universais contribuíram definitivamente para o rápido desenvolvimento dos novos sistemas e tecnologias de construção. De facto, ao apresentar as mais recentes inovações e conquistas de âmbito científico e tecnológico, essas exposições foram importantes momentos de afirmação do progresso e da modernidade de cada cidade ou nação, bem como da audácia dos “novos criadores” – os engenheiros. As exposições universais foram também um excelente meio e divulgação de novas tipologias e novos sistemas construtivos, uma afirmação do valor estético dos novos materiais (ferro e vidro) e da primazia da máquina/tecnologia sobre a tradição.

Projectado por Joseph Paxton e construído para acolher a 1ª Exposição Universal de Londres, em 1851, o Palácio de Cristal marcou uma nova era na história da Arquitectura porque era um edifício de grandes dimensões, com 563m de comprimento, 124m de largura, 30m de altura, e ocupando 70 000m2. O seu carácter monumental – era uma gigantesca estufa em ferro e vidro, criando um espaço amplo e translúcido – surpreendeu a sociedade da época.Construído em apenas seis meses, graças ao uso de módulos pré-fabricados e estandardizados e montados no local, foi considerado uma das “catedrais” da sociedade industrial.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As Bodas de Fígaro - Infopédia

Título: As Bodas de Fígaro - Infopédia
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